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09.09.2017 — Exatamente um mês desde o último update, estou aqui hoje para avisar que o arco RUPTURAS está oficialmente encerrado. Ao longo dos próximos dias o tópico referente a ele será devidamente atualizado. Como prometido, novos sistemas virão (já estão disponíveis para o público ver e sugerir coisas) e novos Clãs/Kekkei Genkais também, além disto, muito em breve teremos o inicio de um novo arco.
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Primavera:
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Outono: 31/12 - 22/01
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[Filler] - Shiroshi

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1 [Filler] - Shiroshi em 11/10/2016, 13:16

Shiroshi

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Espadachim
Espadachim

 

 

     
汚職
Never trust anyone too much
remember the devil
was once an angel.

Brisas suaves e gélidas rodopiavam em meio aos ares de uma aldeia... uma aldeia na qual desconhecia a existência de um ser pensante, um ser frágil a morte, um ser disposto de emoções, um ser que sobrevive a custo de alimentação e nutrição requisitada pelo organismo – assim como todos. Mas talvez por azar, por maldade, por indiferença ou por egoísmo, a existência desse ser não fora compreendida ou ao menos percebida por alguém. Seus desejos, suas angústias e suas necessidades se tornaram acesas em diversas situações, mesmo tendo ele, se esforçado para reprimi-las ao máximo. E o que poderia fazer, o pobre ser? Um indivíduo no qual se proclamou um garoto como todos os outros, perante a todas suas reações emocionais, seus medos que transpareciam em suas ações. Sem origem e sem rumo, o menino que até então apenas clamava em seu interior por reconhecimento, compreensão e compaixão... se corrompeu perante àquele povo, que diante de tanta crueldade se tornaram merecedores de tal. A pequena criança não se deixou ser corrompido facilmente por aquela sensação que viera o atormentando desde o início da sua vida, batalhou e se debateu em seu interior.

“Eu não quero machucar eles... Eles me salvaram da morte...” – eram as palavras que se repetiam num looping infinito ao qual não poderia escapar o mísero garoto, a não ser que cessasse sua fome.

Dias se passavam e trancafiado em seu quarto prosseguiu sua agonia e sua luta contra seu próprio ser, suas entranhas pareciam contorcer como se fossem molas, que consequentemente despertava no petiz uma enorme dor. Grilos importunavam aquela noite, vagalumes infestavam o breu, as estrelas cintilavam e iluminavam a crueldade que estaria por vir. Já não suportava mais aquela tempestade mental e corporal, seu organismo ansiava por alimento e por nutrição para sobreviver e preservar a vida. Um fato e fator que é acionado perante a todos seres providos de vida e que dentro de suas existências viveriam seus últimos segundos para preservar sua própria existência. Não se equivocaria o destino com o rapazinho, e nem o pouparia milagrosamente do que estava por vir, apenas por pena e misericórdia. Descontrolou-se por completo, o miúdo se via tomado pelo caos e pela agonia da fome, que durante momentos se contorceu intensivamente no chão, seus olhos desfrutaram de suas pupilas sendo preenchidas por sangue, em seguida ofuscaram-se pela escuridão que cobriu as escleras, simultaneamente, surgiam de seus ombros estruturas desconhecidas, misteriosas e agressivas, aparentavam asas banhadas por chamas, maleáveis como o fogo e de toque enrijecido.

— Uaaaaaaaaaaargh! Aaargh! – berrava o desvalido gaiato ao ter-se posto em uma situação agravada pela sua falta de alimento durante todos esses anos.

A agonia e instabilidade mental não cessara por um único instante, contudo, a estabilidade corporal fora encontrada novamente no corpo do indigente rapaz. Se ergueu do chão e se encontrou estático por alguns instantes naquela sala empoeirada, quando num surtou se viu um vultou e ouviu-se um estrondo do cair das carcomidas telhas de madeira. O carente moçoilo, sem escolha e agora sem controle, havia partido numa velocidade incrível para fora dali, considerando que tratava-se de uma criança. Teriam aquelas asas proporcionado tamanho avanço em capacidades físicas? O garoto não portava ainda a compreensão necessária da responsabilidade sanguínea que carregava e formado tinha, ideais e concepções verdadeiras de seu lugar ali.

Deslizava-se como um relâmpago a olhos comuns sobre o telhado das casas daquela vila, o jovem saltava entre plataformas como se fizera aquilo por toda vida. Seu instinto natural havia se aprimorado ao auge e o pico do quanto aguentaria sem se prover de energia fora atingido, à procura de comida vagava agora sobre a aldeia com sua consciência tomada. Os pés rasgavam-se a cada pouso e impulso sob as telhas que aterrissava, contudo, antes mesmo de destroça-los, a vítima que se tornaria o réquiem da nova era na complexa existência do garotinho, fora avistada. Um viajante – um velho bebum, de cabelos louros e cumpridos, com uma feição já deteriorada – caminhava pelos escuros becos da folha, cambaleava por entre as paredes, estava aparentemente embriagado o que ocasionou em sua queda e desmaio no fim daquele beco. O viajante roncava e babava debruçado naquele plano sujo e nunca em sua vida imaginaria o que agora estaria em sua frente, o garoto havia pousado ali após um salto de cima das casas. Grunhia como se fosse um animal ao se aproximar lentamente da sua presa, que notoriamente se encontrava adormecida, dessa forma o garoto completamente inconsciente do que estava prestes a fazer, se deu ao luxo de aproximar-se lentamente e saborear a prévia de seu alimento. Ajoelhou-se ao lado do bêbado, suas asas tremiam e inquietavam-se perante a situação que dobraria as entranhas do garoto em felicidade, agora enrijecidas dispararam cinco projéteis que coincidentemente se assemelhavam a penas, eram rápidos e fortes, atingindo e dilacerando vário pontos do tórax do rapaz.

— Aaaaaaaaaaargh! Paaaaaaaraa! Socorrooo! – iniciou-se então um debater incessável por parte do viajante, que cravado ao chão por penas incrivelmente fortes, se perdia em berros, gritos, choros e etc. Clamou por ajuda e por piedade, contudo, palavras já não alcançariam o pobre garoto.

Em poucos segundos ao ser atacado, o bêbado jogado ao chão, já não conseguia gritar, gemer ou se mexer. Convicto em devorar sua presa, o garoto abocanhou ansiosamente uma das talhas e realizando uma imensa força arrancou uma fração de carne e músculo, mastigando-a como se fosse a última refeição de sua vida. Algo muito acima da complexidade sentimental borbulhou das profundezas do garoto e o tomou, aplicando naquele momento o ápice de bem estar corporal e espiritual em que aquele párvulo já esteve em toda sua existência. De seu interior ressoou por entre seus ossos e veias, uma satisfação inexplicável que imediatamente fizera que o garotinho retomasse a consciência, agora o mesmo poderia presenciar e notificar o quão prazeroso aquilo realmente era. Prosseguiu o mastigar daquilo que se encontrava na sua boca, por um instante não percebera e nem se importara que aquilo era um pedaço de um ser humano. E mesmo ao notar tal fato, sua relutância já não se mostrava viva, o pecado de maior magnitude já havia sido feito, o que prosseguiria em diante não seria nada mais do que um mero bônus. Corrompido e sujo, deu início a uma refeição incessante ao qual o satisfaria por um bom tempo: dedos e unhas rasgavam tecidos como se fossem massas, tripas e músculos arrancados, membros destroçados, sangue humano como o mais puro vinho, olhos cobrindo a mais deliciosa sobremesa. Formou-se por intermináveis minutos, uma sinfonia do caos, onde o garoto liberou o mais reprimido de seus instintos e se pôs em uma situação na qual poderia, talvez, se arrepender caso se recuperasse dali.

Uma estranha harmonia malévola rodeava aquele lugar, como se tantos membros e tripas espalhados por todos os cantos fossem a representação artística mais bela. O jovem menino ajoelhado às tripas e sangue de sua vítima, direcionou seu olhar aos céus, as estrelas cintilavam como se chorassem por ele, os grilos calaram-se como se estivessem de luto, as luzes dos vagalumes não se acenderam mais. Respingos eram ouvidos ao seu redor, o aroma sanguíneo ainda bailava pelo local, logo algumas gotas começaram a despencar sobre o rosto de Shiroshi, que sequencialmente teve sua magnitude elevada. Uma forte chuva precipitava sobre aquele lugar, aquele assassinato... O garoto de cujo nome fora apresentado a ele quando bebê, Shiroshi, permaneceu imóvel em sua posição onde recebia com carinho a chuva que o céu o presenteou. Toda aquela água encharcava seus trajes e ao mesmo tempo o livrava de tanto sangue pelo seu corpo, sentia as gotículas de água que repousavam sobre sua face deslizarem mandíbula a baixo. Aproveitou então para se desprender de algo que começou a sufoca-lo, soluçou e desabou em lágrimas que se misturaram a água doce que despencava dos céus. Todas suas lembranças, por mais que as vezes tortuosas, estavam sendo revistas pelo garoto, desde ao consciente no qual se dera como resgatado por um grupo de viajantes na fervorosa floresta da folha até os momentos que se debatia entre paredes o pensamento do que ele realmente era, afinal, seu nome era normal, possuía mãos, pés, olhos e um corpo perfeitamente comum, comumente a todos. Contudo sua ânsia por algo que seu consciente negava se tornava cada vez maior, formando seus ideais naquela sociedade onde a sua linhagem aparentemente diferenciada não era reconhecida. Aqueles flashbacks tomavam a cabeça de Shiroshi, que de nome existente e de existência não nomeada, se torturava mentalmente ao analisar a atrocidade que havia cometido, a situação em que se encontrava tornara-se desesperadora mais uma vez. Piedade? Uma nova chance? Possibilidades surgiram num fato inesperado. Deus existira afinal? Sua consciência sumiu aos poucos e adormeceu irrefutavelmente naquela rua encharcada pela chuva

Seus olhos se abriram e não reconhecera o local, até se tornar claro. Era Deus. O Deus do inferno. [...]
つづく


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Última edição por Shiroshi em 20/11/2016, 11:41, editado 2 vez(es)



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2 Re: [Filler] - Shiroshi em 12/10/2016, 14:15

Karma

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Nanadaime Hokage
Nanadaime Hokage
Originalidade: 8/10.
Gramática: 10/10.
Fluidez: 7/10.
Interpretação: 8/10.
Treinamento: 7/10.
TOTAL: 40/50





“さよなら ありがと 幸せになってね
Good-bye and thank you; go find happiness

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3 Re: [Filler] - Shiroshi em 2/11/2016, 11:07

Shiroshi

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Espadachim
Espadachim

 

 

     
苦痛
Never trust anyone too much
remember the devil
was once an angel.

Aromas nunca antes inalados, álcool e substâncias químicas predominavam em meio à um clima hospitalar, mas como diferenciaria o jovem, afinal, nunca esteve em uma situação parecida. Esbranquiçadas e embaçadas, características impregnadas nas pálpebras do desolado garoto que por mais que retomasse sua consciência aos poucos, não lhe era possível identificar onde estava e se localizar. Seus movimentos retornavam aos poucos, os comandos finalmente eram transpassados com clareza entre os impulsos elétricos. Fortes dores em seu corpo se punham a latejar naquele instante, sua lombar e seu tórax se despedaçavam em sensações, sentia-se como se em uma madrugada apanhastes como o mais rebelde escravo. Dor... seu corpo agonizava talvez nas consequências em sua exposição de outrora aos seus instintos, sua capacidade elevada ao pico em um fator incomum na sua rotina corporal. Mas não se tratava apenas de consequências matinas de um dia longo e cansativo.

— Mas onde é que estou? – se indagou procurando se situar, perdido em sua própria consciência, em meio à tanta dor. — Argh... Está insuportável... alguém me ajude. – suplicou por ajuda, assustado. Shiroshi balançava seu rosto desnorteado a procura de alguém que o livrasse. Mas livrar do que? O pânico se esvaia aos poucos e o garoto tentou momentaneamente se locomover, apesar da dor. — Mas o que? – exclamou já levemente apavorado na situação que se encontrou. Suas mãos estavam atadas para trás, seus pés acorrentados. — O QUE FIZERAM COMIGO? – se pôs a gritar por alguém, já consideravelmente dominado pelo pavor. Seus olhos se recuperavam lentamente do que provavelmente se tratava de alguma droga, notando assim o local que se encontra. Paredes e chão escorridos pela cor branca, reluzia pelas poucas luzes que se propagavam naquele local; local o qual não possuía uma única janela ou conexão com o mundo exterior. Seria uma prisão? Muito próximo, porém, muito gentil.

A respiração ofegante junto aos berros do garoto que não cessaram por um bom tempo fizeram com que a fadiga o atingisse, limitando-o a crises de ansiedade e de pavor que o calaram. O rosto do petiz aclamava por calor, pálido como uma vela, as últimas lembranças do que fizera involuntariamente iniciavam o tormento. Aclamado pelo desespero agora era atrelado num sofrimento contínuo de suas lembranças que destroçavam sequentemente sua estabilidade mental. Bancadas repletas de papéis e pergaminhos rodeavam todo aquele recinto, objetos e equipamentos familiares à um laboratório químico se encontravam ali, exemplificado por microscópios, funis, frascos e suportes. Amostras do que pareciam fragmentos de tecidos musculares, amostras capilares, exemplares de unhas, compilados em ordem numa prateleira.

Interrompido em sua agonia para uma transição para o inferno. O que inicialmente poderia ser sua salvação, seu Deus, a passou-se momentaneamente em suas expectativas, fora quebrada completamente com a chegada de homens trajando jalecos brancos com respingos e manchas de sangue. Todos devidamente encapuzados com protetores faciais obsoletos, também tingidos pela cor branca. Um total de quatro homens – que aparentemente eram cientistas e responsáveis por pesquisas e experimentos – se ocupou em locais diferentes nas bancadas, papeladas e prateleiras. Não durou muito a observação do garoto, que já começara a balbuciar palavras.

— EI, VOCÊS? O QUE ESTOU FAZENDO AQUI? ME SOLTEM! – exclamava em um tom absurdo, exalando desespero em suas palavras. Eram palavras vazias e que não fariam diferença no trabalho daqueles homens, que continuaram seus afazeres.

Simultaneamente e sem trocar sequer uma palavra, os responsáveis se alinharam rapidamente ao redor do jovenzinho, que se viu ainda mais assustado e se colocou a gritar. Ágil e nada sutil, um deles portando uma seringa, aplicou no que pareceu um golpe, uma substância esverdeada no pescoço de Shiroshi. Enlouqueceu o rapaz, remexeu-se incessantemente na cadeira à qual estava atrelado, fazendo com que dois dos enjalecados tivessem que abster o garoto através de força bruta. Alguns minutos se passaram, o garoto se calou e sua visão se enturvou novamente, seus movimentos não eram executados perante a vontade do petiz, desprovido agora de nenhuma coordenação motora. Suas ligações nervosas haviam sido bloqueadas pela toxina injetada em sua corrente sanguínea. Iniciava-se então, o purgatório.

Os homens certificaram-se da incapacidade de se mover do garoto, retiraram dele uma amostra de sangue e através de uma rápida averiguação, determinaram que as células do mesmo estavam em ótimas condições: alimentadas. Células? Uma cessão de tortura começara, rápidos e habilidosos, os cientistas tiraram de seus jalecos: facas, bisturis e infinitas variedades de objetos perfurantes e dilacerantes. Os mesmos eram contrapostos contra a pele e tecido de Shiroshi... talhas de carne e tecido muscular eram arrancados e depositados em recipientes específicos que nem os mais conhecedores conseguiriam identificar a nomenclatura, substâncias eram injetadas, perfuraram várias e várias vezes regiões de seu corpo. Aproveitavam a situação para coletar amostras, arrancavam sem nenhuma delicadeza as unhas e os próprios dedos do pobre ser.

As chamas se aproximaram, o inesperado fluiu, o destino o alcançou, os monstros agora... eram eles. O inferno pregava suas regras, por mais desinibido estivesse, sua sensação de dor permanecia ali. As torturas eram postas à vista, o garoto agonizava em seu ser, sem seu consciente. A ardência, a dor, a queimação, eram aturadas forçadamente pela existência do garoto, que transitava inúmeras e inúmeras vezes entre a inconsciência e a consciência. Diversas e diversas vezes em seu pensamento durante aquela situação, implorou ao universo, ao destino, ao possível deus que existisse por aí, que arrancasse sua existência daquela planície de vida, que lhe poupasse de tamanha dor e sofrimento, que lhe poupasse de ter que conviver com aquela situação. Por mais desmaios ou apagões que sofresse o garoto não poderia permanecer inativo, os “cientistas” pareciam ansiar ainda mais pelas reações do jovem e não permitiam que o mesmo permanecesse desacordado.

A morte não conseguia alcançar Shiroshi, sua única chance de fuga, seu salvamento. As células de sua linhagem faziam que todo e qualquer dano emitido em seu corpo se regenerasse, toda estrutura feita em carne, músculo, tecido e sangue, era reconstituída apesar do dano que sofresse. Os responsáveis por tal ato covarde pareciam se interessar por esse fato em especial, a regeneração das células que em seus papéis e pesquisas eram denominadas de “Red Child Cells” ou “Células R.C”. Anotações eram coordenadas por um dos participantes daquela atrocidade, relações e gráficos eram moldados pelo mesmo. Horas e horas se passavam e a tortura se estendia por um dia inteiro, comprovando que esses homens teriam preparado e planejado toda essa ação antecipadamente. Pelo o que tudo indicava, o jovem estava provavelmente sendo observado a anos para que contemplassem de tantas informações e tamanha precisão em sua “captura”.

Em certo momento daquela contínua tortura e regeneração, a consciência deixou de acompanhar Shiroshi, sua capacidade mental havia se despedaçado ao ponto que nenhum homem e no caso, criança, deveria passar. A dor se mostrava infinita, visto que a regeneração era seguida de mais e mais feridas. A cabeça baixa e imóvel do garoto marcou uma fúnebre presença, sua não reação às contínuas torturas emanava uma sensação que não agradou nem um pouco os cientistas, fazendo com que os mesmos atribuíssem uma pausa naquela sequência para que pudessem discutir entre si, sobre a situação daquela experiência e de como seria o progresso da mesma, pois notaram que a regeneração do garoto não estava em alta, visto que um de seus olhos ao ser rasgado, não se regenerou por completo. Ouviu-se então, ranger de dentes, ossos trincando, tecidos se contorcendo. Mas mesmo ao voltar a atenção para p aprisionado, não notaram nada além de um corpo inanimado. Decidiram que iriam prosseguir com a tortura até que obtivessem uma quantidade aceitável de amostras para pesquisa e logo após descartariam o garoto. Dessa forma se dirigiram então para a formação de antes ao redor do garoto. Os dois que permaneceram nas laterais de Shiroshi agiram para dilacerar seus dedos da mão, quando foram surpreendidos por algo que imobilizou-os simultaneamente. Os braços do garoto estavam inexplicavelmente livres, havendo assim, se soltado das correntes que o prendiam. Sua cabeça permaneceu abaixada.

— Vocês não acham que já brincaram além da conta? – ironizou o garoto agora fitando os olhares de cada um naquela sala, preenchendo o nítido momento onde presenciavam um fenômeno completamente desconhecido. Os fios capilares do garoto estavam se descolorindo, sendo tingido então, pelo branco da mais fria neve, assim como seu coração. — Agora é minha vez.

Expressando-se sutilmente e rapidamente o garoto se solta das correntes que também aprisionavam seus pés e se apoiando em uma das hastes da cadeira, o mesmo se levanta e aplica um chute na horizontal, golpeando todos ao seu redor. Dois dos cientistas ficaram paralisados pelo acontecido, toda a previsão havia ido por água a baixo. O Deus aclamado havia surgido entre a tortura, o Deus do Inferno havia escolhido um lado. O jovem se manteve imóvel ao centro daquela sala, suas feridas e fraturas se regeneraram instantaneamente, contudo, um de seus olhos já era desprovido de ligações nervosas e por mais que sua estrutura fosse regenerada, a visão não retornaria. A sede de sangue e ódio emanava do garoto, sua insanidade era notável, tratava-se então de outro Shiroshi, de outra personalidade. Um menino que agora repudia qualquer vida humana e que em sua mente naquele momento, só predominava uma única coisa: devorar. Seu olhar fora preenchido novamente pelo véu da noite e pelo sangue rubro, de sua lombar agora surgia algo desconhecido pelo mesmo, quatro tentáculos se alongaram dali e se estenderam até cada um dos enjalecados. Agarrou-os e os arremessou com uma extrema força contra a parede.

— Vocês não são o topo da cadeia alimentar. – emanou mais uma vez o petiz, envolto por sarcasmo e sede de sangue.

Prosseguiu em passos lentos em direção aos homens que mal conseguiam gemer e se movimentar de onde foram lançados. Braços quebrados, ombros deslocados, cusparadas e tosses de sangue. Shiroshi se divertia com cada passo e momento que presenciava do sofrimento daqueles homens, contudo, não pretendia enrolar. Seus tentáculos perfuraram em um lance o tórax de cada respectivo cientista, matando-os e amaciando-os para a mandíbula e os dentes do garoto, que se deitou em sangue.

Sua mente ironizou e seu coração palpitou. O Deus seria ele e se curvariam a ele. [...]
つづく


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4 Re: [Filler] - Shiroshi em 2/11/2016, 14:41

ORIGINALIDADE: 10
GRAMÁTICA: 10
FLUIDEZ: 10
INTERPRETAÇÃO: 10
TREINAMENTO: 10

Total: 50

VAI TOMAR NO CU POSTA +++++++++++++++



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